7th
Sampler André Gorz, em O Imaterial
Sobre a Renda de Existência
“A renda de existência só tem o sentido de um “ataque contra o valor-trabalho” (Combes e Aspe) se não exige e nem remunera nada: sua função, ao contrário, é restringir a esfera da criação de valor no sentido econômico, tornando possível a expansão de atividades que não criam nada que se possa comprar, vender, trocar por outra coisa; ou seja, nada que tenha valor (no sentido econômico) – mas apenas riquezas que têm valor intrínseco, não sendo, contudo, comercializáveis”. (pg. 27)
Poderíamos e deveríamos pensar em uma renda de existência como forma de remunerar o agente cultural, consequentemente permitindo assim a derrocada da relação cultural baseada na propriedade do conhecimento. Essa, sim, seria a política revolucionária, e não uma tentativa de “disciplinar” os direitos de autor para beneficiar os “criadores”. Afinal, na sociedade da informação, criadores somos todos.