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Sampler 10: o jogo político contemporâneo
por André Lemos, pg. 170: “O mito do cyborg surge para quebrar fronteiras, potencializar fusões e simbioses, para abalar a hegemonia do discurso feminista (e de esquerda em geral) que consiste em pensar a vida social como estabelecida em dicotomias bem claras. Haraway pensa o mundo do cyborg como aquele em que as realidades social e corporal são vividas por uma sociedade que não tem medo de se juntar à matéria inorgânica, de perder permanentemente suas identidades, de experimentar a complexidade e a contradição. Todo o jogo político contemporâneo está no confronto entre essas suas perspectivas”.